Taijiquan Pro


II Seminário com Jan Silberstorff – BA, 2005

por Eduardo

Nos dias 17 a 20 de Março/2005 a profª. Liana Netto promoveu o segundo seminário de taijiquan (tai chi chuan) com Jan Silberstorff em Salvador, na Bahia. O prof. Jan esteve pela primeira vez no Brasil em Novembro de 2002 para assistir ao último seminário do Grão-Mestre Chen Xiaowang no país, e nesta ocasião a profª. Liana estabeleceu contato com o mesmo, para em 2004 promover a sua primeira vinda a Salvador, quando o programa privilegiou os exercícios básicos de zhanzhuang (zhan zhuang) e chansijin.

Jan SilberstorffJan Silberstorff é alemão, e morou durante 5 anos com o Grão-Mestre Chen Xiaowang com a finalidade única de aprender o estilo Chen de taijiquan (tai chi chuan) em profundidade, depois de 8 anos de treinamentos anteriores com vários professores na China. É discípulo direto do Grão Mestre há 10 anos e é reconhecido como o seu mais avançado aluno ocidental. Além disso participou com o Grão-Mestre da fundação da World Chen Taijiquan Association, e é presidente da World Chen Taijiquan Association – Germany, a maior associação de taijiquan (tai chi chuan) do mundo em número de associados.

Com o sucesso de seminário de 2004, e o apreço do prof. Jan pelo Brasil, o seminário deste ano foi uma consequência natural. Como no primeiro seminário as aulas foram iniciadas com uma palestra aberta ao público na noite da quinta-feira dia 17 de Março, com a duração aproximada de três horas. Jan abriu a palestra colhendo as perguntas dos espectadores, e valeu-se delas para tecer o fio que orientou o desenrolar da mesma. Transcrevemos abaixo alguns dos trechos mais importantes (não literal):

palestra1Muito simplesmente falando, o taijiquan (tai chi chuan) é uma antiga arte marcial chinesa, com uma grande capacidade de curar. (…) É desta forma que o taijiquan (tai chi chuan) funciona: primeiro você deve curar a você mesmo, e só então você pode curar outras pessoas – é por isto que o principal trabalho do taijiquan (tai chi chuan) é trabalhar com você mesmo. É através da experiência de trabalhar consigo próprio que você compreende como a sua mente e como o seu corpo funcionam, e após esta compreensão é que você pode ver isto nos outros. Em geral há duas formas de aprender taijiquan (tai chi chuan): a primeira é através de livros e de vídeos, e a segunda é ter um professor. A primeira forma leva você a um tipo de ginástica suave, o que não chega a ser um problema muito grave – depois de alguns anos você pode vir a desenvolver alguns problemas nos joelhos, mas não muito sérios… Já a segunda forma significa que se o professor tem conhecimento, você pode mergulhar profundamente no assunto. Se há um problema de saúde nos ossos ou nos músculos, nós podemos encarar da seguinte forma: ninguém é completamente saudável, todos têm algum problema mesmo que pequeno, e mesmo se alguém o fosse ainda poderia fortalecer-se e progredir para um estado melhor. Assim é necessário ter um professor que possa corrigí-lo individualmente. É inútil ter um professor que apenas faça os movimentos enquanto os alunos seguem, isto é o mesmo que assitir a um vídeo. Um professor deve corrigir todos os seus movimentos individualmente, deve conversar com você individualmente sobre os princípios de modo que o conhecimento possa ser passado de uma pessoa para a outra, e então todas as perguntas podem ser respondidas diretamente. Não existe um padrão – como praticar se você tem artrose, se você tem um desvio de coluna, se você tem depressão? Não há resposta padronizada. O professor deve ver o aluno, e a partir do conhecimento sobre a circulação da energia no próprio corpo, o professor deve saber como corrigir o aluno de modo que este encontre o melhor centro, a posição melhor centrada possível para esta pessoa. Isto não será o mesmo para outra pessoa, cada pessoa precisa encontrar o seu centro individual. Em Hamburgo, na Alemanha, eu ensino em aulas particulares às sextas-feiras, e vários dos alunos são enviados por médicos. Eu não sou médico nem tenho nenhuma formação na área de saúde, mas no meu país eu sou pago pelos seguros-saúde destes alunos pelas aulas por causa do sucesso para o tratamento deles. Funciona muito bem, mas é necessário trabalhar com a pessoa diretamente.

palestra2(…) Primeiro, o que é taiji: taiji é este símbolo (mostrando o símbolo do yin e do yang). Este é o diagrama do taiji. Mas o taiji vem do wuji. wuji é simbolizado pelo círculo vazio, que é o símbolo da unidade – da idéia de que tudo vem desta unidade. Não há nada “fora” do círculo, e o símbolo é circular porque não tem início nem fim, assim não há nem o tempo. Tudo vem do wuji, deste vazio que não pode ser chamado assim porque ele não é verdadeiramente nulo, pois potencialmente tudo está contido nele. Não há mudança, nem tempo, nem espaço, somente a unidade – nada, mas ao mesmo tempo tudo, porque não há separação. Do wuji naturalmente surge o taiji: o wuji divide-se espontaneamente no yin e no yang. Da combinação do yin e do yang surge a interação entre eles, e este é o “três”, e do “três” vêm todas as coisas. Nós vivemos no estado do taiji, em que as coisas mudam e têm um início e um fim. O objetivo mais alto da prática é retornar ao estado do wuji, onde não há iníco nem fim, nem mudança, somente a eternidade. A idéia é compreender o estado de taiji, para podermos retornar ao estado do wuji. O que nós fazemos na nossa prática de taijiquan (tai chi chuan) é primeiro encontrar uma condição de estabilidade neste estado atual de instabilidade – mas como fazê-lo? Nós o fazemos ao tentar trazer os opostos do yin e yang a uma situação de equilíbrio. Observem o síbolo do taiji: em algumas áreas há mais yin do que yang, em outras há mais yang que yin, em outras a proporção é quase a mesma. Há sempre uma pequena diferença, nunca encontramos exatamente 50% e 50%. Como nós os equilibramos? Sempre há uma pequena diferença, como no tempo: há um dia nublado com chuva, noutro há nuvens e sol, noutros céu claro, para nós é o mesmo: um dia melhor, outro pior, um dia felizes, outro menos, e nem sempre conhecemos a causa. Harmonizar o yin e o yang significa primeiro conhecer e aceitar isto: se o próprio céu não é estável, como nós poderíamos sê-lo? Após aceitar isto, podemos examinar, e descobrir como podemos nos mover dentro destas mudanças. sexta1Na prática do taijiquan (tai chi chuan): primeiro nós tentamos encontrar uma posição do corpo em que nós estamos muito centrados, em que tudo está conectado e tem espaço suficiente e pode mover-se em unidade, em que o corpo está em unidade. Isto é feito fisicamente, primeiro externamente e depois internamente. Externamente significa: nós temos que ficar numa posição em que o nosso centro físico e o nosso centro energético, o dantian, estejam no mesmo lugar, coincidindo – deve haver um só centro, não dois centros diferentes. Se nós conseguimos isto, quer dizer que os ombros e quadris estarão posicionados de forma que podem se “conectar”, e o mesmo se aplica aos cotovelos e joelhos, e às mãos e pés. Quando isto acontece, então é que é possível relaxar realmente o corpo, e num nível mais profundo de relaxamento há algo que se “abre” dentro do corpo, e quando esta abertura que é chamada em chinês de fangsong acontece, é que começamos a praticar realmente taijiquan (tai chi chuan). Internamente os ombros e os quadris entram em contato, e isto é o que é chamado de “fio de seda”. Da mesma forma os cotovelos se conectam aos joelhos, e as mãos se conectam aos pés. A consciência então se aprofunda naturalmente, e deve-se compreender que mudanças internas, que ajustes precisam ser feitos internamente para que a energia possa retornar para o dantian, e então possa se expandir e fluir naturalmente para todo o corpo. Se nós temos a estrutura correta, se todo o corpo está conectado como uma unidade, então se começarmos a nos mover a partir do centro, todo o corpo se moverá porque tudo está conectado ao centro, como uma roda. Isto é o desenrolar da seda, todas as conexões são chamadas fios de seda – porque elas são fáceis de se partirem, mas se você as pressionar demais para que se conectem, é fácil de elas se emaranharem. Tudo tem que estar conectado ao centro, nunca se deve perder a estrutura que é praticada na postura parada enquanto se executa os movimentos. (…) Por causa da sua prática da postura parada, da sua estrutura básica de unidade, se você somente ficar parado na postura nao há mudança, porque não há movimento – a energia retorna para o dantian e se expande deste para todo o corpo. Não é o wuji real ainda, mas é como o wuji, é a idéia do wuji dentro do estado de dualidade. Se você não perder esta estrutura em todos os movimentos, então você não está perdendo o seu nível de unidade (nivel e não 100% de unidade, você tem um nível de unidade que aumenta com a sua prática continuamente).

sexta2Na noite da sexta-feira dia 18 de Março foi ministrada a primeira aula, à qual compareceram 53 pessoas, dentre as quais o prof. Paulo Roberto, que prestigiou também o seminário do final de semana com a sua presença e a de 20 dos seus alunos que viajaram de Aracaju especialmente para o evento. A aula começou com o treinamento de zhanzhuang (zhan zhuang), que foi particularmente exigente pois o prof. Jan fez questão de corrigir individualmente todos os alunos, assim usando em torno de uma hora durante a qual todos permaneceram na postura. Em seguida demonstrou o primeiro exercício de chansijin, explicando pormenorizadamente os pontos mais importantes das posturas envolvidas e detalhando o caminho da circulação do qi, de modo a orientar a concentração dos praticantes. Da mesma forma que na prática de zhanzhuang (zhan zhuang) corrigiu individualmente os presentes, e ao final, como alguns não poderiam comparecer às aulas seguintes, concedeu uma sessão de fotos.

sabado1As aulas do final de semana (19 e 20 de Março) foram dedicadas à forma de 19 Posturas criada pelo Grão-Mestre Chen Xiaowang. A forma foi dividida didaticamente em 4 partes, sendo a primeira de 7 posturas e as demais de 4 posturas, e uma manhã ou uma tarde de cada dia foi dedicada a uma das partes, sendo que para cada parte eram feitas duas demonstrações pelo prof. Jan, em seguida o grupo de alunos era dividido em dois e cada metade pratica duas vezes enquanto a outra metade observava, então todo o grupo praticava conjuntamente duas vezes. Decorada a coreografia básica, Jan demonstrava as aplicações dos movimentos, mostrando várias formas de utilizar cada um deles com muitas variações, e abria uma seção de perguntas.
As demonstrações de aplicações foram bastantes instrutivas devido à experiência prática do prof. Jan com competições na China, mas as seções de perguntas foram ainda mais esclarecedoras, pois as mesmas não se limitaram somente à forma ensinada, mas enveredaram por pormenores teóricos do taijiquan (tai chi chuan).
No domingo a didática se repetiu, mas os alunos foram surpreendidos durante a tarde, após a última parte da coreografia, com uma exposição inédita sobre a aplicação do chansijin à forma, que incluiu informações sobre a circulação do qi em cada movimento: uma aula rara, que servirá de base para um ano inteiro de treinamento até o próximo seminário.
Algumas das perguntas que foram respondidas por Jan (a transcrição não é literal):

sabado2aluno: Como devo sincronizar a respiração com os movimentos durante a forma?
Jan: O Grão-Mestre Chen Xiaowang sempre diz, “se você tem a postura errada e a respiração correta, você tem dois erros; se você tem a postura errada e a respiração errada, você tem somente um erro, porque a respiração está de acordo com a postura”. Isto quer dizer que é inútil tentar forçar a respiração a sincronizar-se com o movimento usando a sua vontade ou concentração. Da mesma forma que ao empurrar um adversário você não consegue fazê-lo apenas porque deseja, também não é possível respirar corretamente apenas por querer ou por comandar a respiração com a mente. Não se deve interferir nunca na respiração, deve-se respirar naturalmente e a respiração estará de acordo com a sua postura, por si só. Apenas no “quarto nível de habilidade”, que é um nível elevadíssimo de gongfu (kung fu), o praticante tem a opção de trabalhar com a respiração de uma determinada forma – mas até lá a respiração deve ser natural. Se você tentar fazer a sua respiração se aprofundar forçosamente com a sua mente a única coisa que conseguirá será mais rigidez. Primeiro é necessário corrigir o seu corpo, então você pode relaxar, e então a respiração automatica e naturalmente se aprofunda, mas isto não é controlado pela sua mente. A arte marcial do taijiquan (tai chi chuan) não é “arte marcial do controle da mente”: mais tarde é necessário chegar a um estado de não-mente, de mente vazia, o que quer dizer que não resta mente alguma que controle o que quer que seja, não há “eu quero” ou “eu desejo”, ou “eu tenho que”. O modo do taijiquan (tai chi chuan) é a naturalidade, então o modo que a respiração deve ser é do mesmo modo que o seu corpo é, a respiração deve ser natural.

sabado3aluno: Por que quando assistimos a lutas em competições vemos que os lutadores movimentam as pernas agilmente, ou ficam saltando continuamente, no entanto aqui estamos praticando uma base muito estável e firme?
Jan: Todos os sistemas tradicionais (antigos) treinam o praticante para adotar uma postura firme e estável. O modo de mover-se saltando continuamente é um fenômeno moderno, aplicável somente a competições, e está calcado em algumas premissas: que há dois competidores que concordam em lutar, que há um conjunto de regras a serem respeitadas, e que há um tempo determinado de duração da luta e dos rounds. Numa situação real nenhuma destas premissas é verdadeira: em geral somente um dos envolvidos “concordou” em lutar – o outro normalmente é surpreendido de assalto, não existem regras – numa guerra o objetivo é eliminar o inimigo, e a duração do confronto é imprevisível – pode durar desde apenas poucos segundos, impedindo que um “estude” o outro, até um tempo bem mais extenso como numa batalha em campo aberto. Nestas situações reais o movimento em pequenos saltos não é apenas inútil: é o caminho certo para a morte.

domingo1Seguiu-se uma sessão longa de fotografias, individuais e em grupo. O prof. Jan elogiou nominalmente o prof. Paulo Roberto, destacando a sua dedicação e generosidade, e agradeceu aos alunos vindos de Aracaju por terem feito a viagem para assistir às aulas. Após a partida do grupo de Aracaju, ainda ouve tempo para mais uma revisão completa da forma, e uma sessão de perguntas, que serviu para sanar as últimas dúvidas práticas e teóricas.
Mais uma vez Jan agradeceu aos presentes, e especialmente à profª. Liana pela organização do seminário, que possibilitou a sua vinda e o acesso dos alunos a um treinamento profundo e frutífero, pedindo que os alunos procurassem frequentar as aulas da profesora para manterem-se em contato com as correções necessárias.

domingo2As datas para o próximo seminário já estão definidas, e o programa também: será ensinada a primeira metade da forma tradicional do estilo Chen, laojia yilu. Já estamos esperando ansiosamente pela volta de Jan, que recomendou como de costume prática intensa e dedicada.

14 comentários sobre ‘II Seminário com Jan Silberstorff – BA, 2005’

Paulo Roberto — 31 março 2005 17:47
Oi! Molon! Gostaria de destacar que além da excelente cobertura, a tradução do evento foi perfeita e muito comentada por nosso grupo, que até nas expressões e na intensidade emocional que Jan colocava havia sintonia com o tradutor. Nosso grupo é muito grato a voçê, Liana e Jan pela acolhida. Certamente, estaremos presentes no próximo ano em maior número. gostaria que voçê me enviasse fotos em tamanho maior, para que nós possamos veicular aqui em Aracaju.
eduardo — 31 março 2005 23:29
Oi Paulo! Foi uma alegria traduzir o seminário, ainda mais para amigos, e também uma honra ter sido convidado pela Liana para fazê-lo. E encontrar você lá, com tantos alunos, foi uma grata surpresa, como também ser apresentado à sua família. Espero, e contribuirei no que quer que seja útil, que esta conexão entre você e a Liana se fortaleça e dê ainda mais frutos! Vou enviar as fotos em breve, deixa comigo. Um grande abraço, pra você, pra sua família e pra todos os companheiros de treino em Aracaju.
Liana — 01 abril 2005 22:26
Molon, sua presença conosco enriqueceu muito nosso evento, desde a sua gestação (com a minha tão expressa gratidão), até a tradução competente e refinada, a cobertura fotográfica minuciosa, a presença leve e disponível e as conversas esclarecedoras. Que grande alegria contar com você neste projeto!!!! Um grande abraço! Liana Netto
eduardo — 04 abril 2005 13:09
Oi Lia, Nós, os alunos no seminário, é que temos que te agradecer por ter proporcionado esta oportunidade maravilhosa. E já ansiamos pelo próximo! Pode contar comigo para o que precisar. Um grande abraço também.
Daniel Velloso — 10 abril 2005 16:18
Com certeza , já ansiamos pelo próximo sim. E junto com as boas energias das pessoas que lá frequentam os eventos ficam cada vez melhores e produtivos! Sempre bom poder contar tb com os conselhos de Jan Abraços a todos ! Inté !
seiko kataoka — 21 abril 2005 22:18
Olá, Eduardo, Seu site ficou ótimo! Sua presença no seminário foi um prazer, você fez ótimo trabalho de tradutor! Espero contar com você na próxima vez! Gostaria de receber as fotos da turma inteira. Obrigada! Um grande abraço, Seiko
eduardo — 22 abril 2005 09:56
Oi Seiko, Obrigado, eu espero estar lá também. Já te mando as fotos. Um abraço!
Esdras — 12 junho 2005 00:54
Olá Amigos, Li o artigo a respeito da vinda do Professor Jan ao Brasil e do seminário e fiquei feliz em saber que aí na Bahia vocês levam o tema Tai-chi chuan a sério, pena que em São Paulo as coisas não são bem assim, gostaria de poder ter contato mais estreito com vocês e que apesar da distância poder ter sempre notícias e matérias sobre seus trabalhos. Obrigado pelo trabalho que vocês desenvolvem.Abraços Esdras
eduardo — 11 julho 2005 14:25
Olá Esdras, Obrigado pela sua mensagem. A grande responsável pela vinda do prof. Jan é Liana Netto, que primeiro promoveu a sua vinda e agora organiza os seminários em Salvador. Nós esperamos que com o tempo professores de outras cidades sejam atraídos pela qualidade das aulas e passem a ir anualmente a Salvador, quem sabe levando alguns alunos. O prof. Paulo Roberto foi pioneiro nisto. Se você quiser receber nossos artigos por email, e também avisos sobre seminários, por favor vá nesta página e preencha o formulário, que nós enviamos. Um abraço!
Ralf Anlauf — 06 outubro 2005 18:41
hi edu. man, what an amazing nice website!! long time no hear... exept that i do not understand your language (yet), it seems very informative. so i only watched the photos in this artikle about the second seminar with jan in rio. really nice... see u soon. ralf. :)
eduardo — 06 outubro 2005 21:18
Hey Ralf! Thank you for your visit here. Your website looks very nice, I am happy to see it online! And i have just linked to you (you can see the link in the front page of my site, under "Links" and then "Taijiquan - escolas". We are counting the days for your arrival!
Karina — 07 janeiro 2006 16:05
Não vejo a hora de participar do III Seminário de Taijiquan em 2006. É a primeira vez que vou e tenho certeza que vou adorar. A turma de Aracaju gostou muito do II Seminário em 2005.
Ronaldo Freitas — 08 janeiro 2006 16:19
Oi Edu, comecei a praticar Whu Tsun aqui em Salvador. Parei por que o professor sofreu um acidente. Qual a diferença entre os estilos de Kung Fu? Vi alguns videos de Kung Fu e não tenho notado o fator "imobilização". Pode comentar? Obrigado
Eduardo — 18 janeiro 2006 08:56
Olá Ronaldo, Eu diria que imobilização é uma técnica aplicável somente em ambientes controlados, ou seja, em competições ou academias, ou numa situação em que a sua superioridade numérica é óbvia. Artes marciais antigas evoluíram em ambientes hostis, como campos de batalha medievais ou emboscadas contra caravanas comerciais. Os praticantes eram em geral soldados profissionais ou ganhavam a vida como escoltas de caravanas. Em ambientes como estes imobilizar um inimigo não apenas não faz sentido (o objetivo era eliminá-lo) como também quer dizer ficar agarrado a ele no solo, o que significaria morte quase certa. Portanto o conceito de imobilização era inútil. Existem centenas de estilos de gongfu (kung fu), e as diferenças entre eles são inúmeras. Para oferecer um apanhado seria necessária praticamente uma enciclopédia, e informações vindas de muitas fontes, pois não é possível conhecer a fundo mais de um, ou uns poucos estilos.